O Reino em Movimento: A Cura e a Graça

Série: O Reino em Movimento

Mensagem: A Cura e a Graça

Texto Base: Mc. 1.29-39, 2.1-12

Pregador: Pr. Carlos Marques (Cacau)

Data: 23/08/2015

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Conselhos Para Um Pai Cristão

Mensagem: Conselhos Para Um Pai Cristão

Texto Base: Dt. 4:9-13

Pregador: Pr. Carlos Marques (Cacau)

Data: 09/08/2015

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O Reino em Movimento: O Fundamento da Autoridade

Série: O Reino em Movimento

Mensagem: O Fundamento da Autoridade

Texto Base: Mc. 1:21-28

Pregador: Pr. Carlos Marques (Cacau)

Data: 02/08/2015

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O Reino em Movimento: Deixando as Redes

Série: O Reino em Movimento

Mensagem: Deixando as Redes

Texto Base: Mc. 1:16-20

Pregador: Pr. Carlos Marques (Cacau)

Data: 19/07/2015

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O Reino em Movimento: A Invasão do Reino

Série: O Reino em Movimento

Mensagem: A Invasão do Novo Reino

Texto Base: Mc. 1:14-15

Pregador: Pr. Carlos Marques (Cacau)

Data: 05/07/2015

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O Reino em Movimento: A Alegria do Pai

Série: O Reino em Movimento

Mensagem: A Alegria do Pai

Texto Base: Mc. 1:9-13

Pregador: Pr. Carlos Marques (Cacau)

Data: 28/06/2015

Créditos: Música Final – Quero Estar ao Pé da Cruz (Hinário para o Culto Cristão – 395)

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O Reino em Movimento: A Voz do Deserto

Série: O Reino em Movimento

Mensagem: A Voz do Deserto

Texto Base: Mc. 1:1-8

Pregador: Pr. Carlos Marques (Cacau)

Data: 14/06/2015

Créditos: Música Final – Eu Jamais Serei o Mesmo (Diante do Trono)

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Humildade e Oração

Por Cacau Marques

“Senhor, o meu coração não é orgulhoso e os meus olhos não são arrogantes. Não me envolvo com coisas grandiosas nem maravilhosas demais para mim. De fato, acalmei e tranquilizei a minha alma. Sou como uma criança recém-amamentada por sua mãe; a minha alma é como essa criança. Ponha a sua esperança no Senhor, ó Israel, desde agora e para sempre!
Salmos 131:1-3

O Salmo 131 destaca um elemento bastante presente nas páginas da Bíblia e estranhamente ausente dos púlpitos das igrejas contemporâneas: a relação entre humildade e Oração. As conquistas humanas das últimas décadas encheram nosso coração de soberba. Acreditamos que não haja problema algum que não possamos solucionar com nossa inteligência, força e tecnologia. Para cada dificuldade do cotidiano surgem diversos programas de computador, aparelhos eletrônicos e técnicas científicas que prometem facilitar a nossa vida.

Isso não é um problema, muito menos um pecado. Todos nós usufruímos dos avanços tecnológicos e celebramos as conquistas da ciência. Mas o deslumbramento causado pela confiança excessiva no progresso humano frequentemente nos engana, passando uma imagem de onipotência do homem que está longe de ser verdadeira. O homem frequentemente se esquece de seus limites. E, pior, muitas vezes só se lembra desses limites quando encara uma situação para a qual não tem a solução.

Muitos se voltam pra Deus nesse momento, no momento em que a esperança em suas próprias forças transforma-se em desespero completo. Aí pode já ser tarde. Ainda que para o Eterno Deus nunca seja “tarde demais”, o tempo de vida gasto no orgulho pode já ter deixado marcas ou consequências dolorosas.

Diante disso, o salmista recomenda outra atitude: a de criança no colo da mãe. Humildemente reconhecemos que somos dependentes do esforço materno de nos nutrir. Não temos coração orgulhoso ou olhos arrogantes, mas uma alma descansada, humilde e grata no colo de nosso Deus. Cumprimos assim o mandamento de Pedro que diz “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes. Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido. Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês” (1 Pe 5:5b-7). Descansamos porque nos humilhamos. Confiamos porque reconhecemos que não somos capazes de alcançar a felicidade e a paz por nós mesmos.

Assim deve ser nossa oração. Quando nos aproximamos de Deus para pedir algo, não vamos como um trabalhador que quer sacar seu benefício na boca do caixa. Vamos como uma criança que é amamentada e que sabe que á amamentada por uma mãe amorosa. Vamos confiantes na misericórdia e Graça, humildes diante do Deus que “dá de graça todas as coisas” (Rm. 8:32). Por isso nos ajoelhamos para orar. Não porque o gesto fará nossa oração maior, mas porque ela nos lembrará de que somos menores.

A Política da Encarnação

Por Cacau Marques

Em sua epístola aos filipenses, o apóstolo Paulo brinda a humanidade com uma das mais profundas afirmações sobre a vinda de Cristo ao mundo: “[Cristo Jesus] embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se, mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens”. O propósito dessa mensagem, porém, não é nos contar o que acontecia no céu antes de Jesus descer. O objetivo de Paulo está evidente no início do parágrafo quando afirma: “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus”.

O esvaziar-se é uma ordem dada a nós nesse texto. Obedecê-la é seguir o modelo de Cristo. Mas o texto parece confuso. Eu não sou Deus para não julgar que devo ser igual a Ele. Também não preciso tornar-me semelhante aos homens, já que sou homem. Como uma afirmação cristológica tão essencial se aplica à minha vida? A resposta para isso aparece um pouco antes ainda, no versículo 4: “Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros.”

Aqui encontramos o princípio mestre da atuação da Igreja no mundo. Cada crente deve cuidar dos interesses dos outros, porque foi isso que Jesus Cristo fez. A Igreja não vive para si, não busca o enriquecimento material, o poder temporal ou o crescimento numérico. Ela busca o interesse dos outros, o cuidado com o bem estar do outro. Mesmo que não tenha ouro nem prata, ela oferece o próprio Cristo, pois é o que tem de melhor.

Assim, toda atuação da Igreja no mundo deve ser vista por essa ótica, por seguir o kenosis (esvaziamento) de Cristo por amor do outro. Essa é a razão pela qual o crente não pode se furtar a participar da busca por justiça social, ética política, pacificação urbana. Sua postura não pode ser egoísta, enchendo-se das promessas celestiais, apegando-se ao direito que temos de estar com Deus após a vida. A ética da encarnação cobra que eu, enquanto corpo de Cristo, me esvazie disso pelo bem do interesse do outro.

Mas a ética da encarnação ainda nos propõe outra verdade. É que o Verbo encarnado tomou forma humana, mas manteve a expressão da glória de unigênito do Deus Pai, como escreveu o apóstolo João. Da mesma forma, a atuação da Igreja no mundo deve expressar sua filiação em relação a Deus. Ela não atua no mundo pelos mesmos métodos dos partidos políticos, das ONGs, ou de um grupo de guerrilheiros. Ela deve carregar o padrão divino de atuação, mantendo seu compromisso com o amor e com a verdade.

Assim, a Igreja não deve apelar para as mentiras eleitoreiras, acusações levianas, ou demonização de políticos. Não deve comprar favores com bênçãos ou extorqui-los com ameaças escatológicas. Não pode impor sua vontade pela força, nem condenar a liberdade de expressão. Antes, ela deve voltar-se para as vozes dos que não são ouvidos, uma vez que Deus as ouve todos os dias.

Que tenhamos a atitude de Igreja de Cristo, que sendo herdeira de Deus não pensa que o morar com Deus seja algo a que deve apegar-se, antes, esvazia-se dos interesses individuais vindo a ser serva. E todos verão a sua Glória, Glória como dos filhos de Deus.